Envelhecimento ativo: comece agora!

Aposentadoria não é sinônimo de agenda vazia e, para que seja um período rico e estimulante, deve ser planejada desde cedo

Envelhecimento ativo: comece agora!

O que vem à mente quando você pensa em envelhecer? Se tornar alguém frágil, que fica em casa, com pouca vida social ou afazeres? Melhor esquecer essa imagem errônea e estereotipada da terceira idade.

Segundo dados do IBGE, há pouco mais de 80 anos, os brasileiros viviam 45,5 anos, em média. Em 2021, sobretudo pelo avanço da medicina e da ciência, a expectativa de vida subiu para 76,8 anos. A idade em que as pessoas morriam em 1940 é considerada atualmente como o auge profissional, e é menor que a idade para aposentadoria no Brasil hoje – 61 anos para as mulheres e 65 para os homens. Mas para aproveitar essa longevidade adquirida e alcançar ao envelhecimento, é preciso planejar e ter um projeto para o futuro desde agora.

O problema é que nem todo mundo, de fato, faz isso. Pelo menos não financeiramente: uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) indica que oito em cada dez brasileiros não estão planejando a aposentadoria. O levantamento mostra que os principais motivos que levam os entrevistados a fazê-lo são: já ter o hábito de planejar a vida a longo prazo e ter o exemplo de pessoas que não se prepararam e tiveram problemas financeiros por isso.

Ainda de acordo com o estudo, 21% das pessoas abordadas pensam em seguir trabalhando após a aposentadoria, e mais da metade deles disse que esse desejo vem da vontade de se manterem ativos. Entre os que querem parar de trabalhar, integral ou parcialmente, após a aposentadoria, 60% pretende ter um período de transição até pararem de vez com o trabalho.

Confira abaixo algumas possibilidades para aproveitar essa fase da melhor forma e ter um envelhecimento ativo.

Experiência põe mesa

Um outro levantamento feito pelo CNDL e pelo SPC em todas as capitais brasileiras com pessoas acima de 60 anos, de todas as classes sociais, mostrou que 21% dos idosos seguem trabalhando após se aposentarem.

Seja por necessidade, pelo sonho do negócio próprio ou por uma guinada na carreira, 18,4% do total de empreendedores estabelecidos do Brasil (ou seja, que já passaram do estágio inicial) em 2019 eram pessoas de 55 anos ou mais – a quantidade de pessoas nesta faixa etária iniciando um negócio era de 2,5 milhões, segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2020 feita em parceria com o Sebrae e o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP).

E para quem se mantém atualizado, a sabedoria da idade também vem para os negócios. A ideia de que os 30 anos são os anos de ouro para a carreira envelheceu mal. Um estudo feito pelo National Bureau of Economic Research, uma organização sem fins lucrativos norte-americana, revela que empreendedores mais velhos tendem a se dar melhor em suas iniciativas do que os mais jovens: as maiores probabilidades de sucesso aumentam a partir dos 35 anos, tendo um pico aos 46 e se mantendo assim até os 60 anos.

Vida além do crachá

Viajar, curtir a família e os amigos, fazer trabalho voluntário, se dedicar a um esporte, um instrumento musical ou mesmo a algum hobby: para além das fronteiras do escritório, essa fase costuma ser vista como uma época para desfrutar melhor o tempo e colocar antigos (e novos) desejos em prática.

Faça novos planos, execute os antigos, sonhe novamente e saiba que todo dia é dia de recomeçar algo novo.

Nunca é tarde demais. Comece Agora.   
 

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