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Conheça mulheres negras que fizeram história

Nesse Dia da Consciência Negra, descubra as trajetórias inspiradoras de mulheres negras que deixaram um legado na ciência, cultura e literatura.

Conheça mulheres negras que fizeram história

Neste mês em que comemoramos o Dia da Consciência Negra, vamos aproveitar para conhecer algumas mulheres nas quais as histórias merecem ser relembradas e contadas.

Ao longo da história, inúmeras mulheres negras desempenharam papéis fundamentais na ciência, na cultura e em diversas áreas do conhecimento. Muitas dessas trajetórias, no entanto, ainda são pouco conhecidas.

Para celebrar o legado de grandes personalidades e reforçar a importância da representatividade, destacamos as histórias de quatro mulheres que tiverem um grande impacto no mundo e na sociedade.

Mulheres que marcaram a história

GLADYS WEST (Atualmente com 95 anos de idade)

Gladys nasceu numa região do estado norte-americano da Virgínia, em que a maioria da população vivia da agricultura. Mas ela tinha outros sonhos.

Concluiu o ensino médio como primeira da turma, o que lhe rendeu uma bolsa na Universidade de Virgínia. Tornou-se matemática e foi a segunda mulher negra a conquistar uma vaga na Divisão Dahlgren do Centro de Guerra de Superfície Naval dos Estados Unidos.

Seu trabalho a aproximou dos primeiros computadores da instituição. No final dos anos 70, West já era diretora do projeto de processamento de dados utilizado nas análises de satélites.

Nesse período, Gladys programou o computador capaz de calcular o geoide da Terra, ou seja, as dimensões do planeta, levando em conta variáveis como a força da gravidade. Esse feito possibilitou nada mais, nada menos do que o surgimento do GPS.

Em seguida, West escreveu um tratado sobre o tema, que é referência até hoje.

MARIA FIRMINA (1822 – 1917)

Nascida em São Luís do Maranhão, Maria Firmina foi a primeira mulher a ser aprovada em um concurso público para o cargo de professora do primário.

Visionária, em 1880 fundou a primeira escola mista para meninos e meninas, que não resistiu aos costumes da época. Mas não foi só lecionando que ela desbravou territórios desconhecidos.

Maria Firmina é considerada a primeira romancista da literatura brasileira.

Filha de uma mãe branca e pai negro, Firmina teve contato com os livros, ao se mudar para a casa de uma tia, que era frequentado por intelectuais e escritores importantes da época.

Sua obra refletia a luta escravagista. O romance Úrsula, de 1859, escrito por ela, criticava o regime, bem antes do poema Navio Negreiro, de Castro Alves, publicado em 1870.

Como reconhecimento, dia 11 de março, dia do aniversário de Maria Firmina, é celebrado o Dia da Mulher Maranhense.

JANE COOKE WRIGHT (1919 – 2013)

As pesquisas da médica nascida em Nova York, nos Estados Unidos, Jane Cooke Wright, foram decisivas na luta contra o câncer, salvando milhões de vidas.

Vinda de uma família de médicos, juntamente com seu pai, Wright descobriu como remover tecidos humanos com células cancerosas para estudar as melhores terapias para cada paciente. Até então, os tratamentos disponíveis até agravavam a doença.

A médica também foi uma das pioneiras na utilização do medicamento metotrexato para tratar o câncer de mama. Foi ela quem desenvolveu protocolos que tornaram a quimioterapia um tratamento viável, que é usado até hoje. 

 Em 1964, Jane Cooke Wright fundou a Sociedade Americana de Oncologia Clínica – única mulher ao lado de sete homens. 

MERCEDES BAPTISTA (1921 – 2014)

Nascida em Campos de Goytacazes, a fluminense Mercedes Baptista foi a primeira bailarina negra a entrar para o corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1948. Mas o talento dela espalhou-se por outros palcos e pelos desfiles das escolas de samba.

Seu interesse não se limitava à dança clássica. Ao mesmo tempo que dançava no Municipal, Mercedes entrou para o Teatro Experimental do Negro, que buscava uma estética afrobrasileira.

No início da década de 1950, a bailarina Katherine Dunham, considerada a matriarca da dança negra norte-americana moderna, veio se apresentar no Brasil e se encantou com Mercedes, o que rendeu à brasileira uma bolsa de estudos em Nova York.

De volta ao Brasil, criou o Ballet Folclórico Mercedes Baptista, de bailarinos negros, que fez sucesso em vários países.

Em 1963, ao lado de Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues, colocou a dança clássica no desfile dos Acadêmicos do Salgueiro, para contar a história de Xica da Silva. A escola foi a campeã do carnaval e se tornou referência na apresentação de alas coreografadas. 

Mercedes Baptista foi homenageada na Câmara Municipal do Rio de Janeiro pela sua contribuição à dança brasileira.

Histórias inspiradoras

As trajetórias dessas mulheres são apenas algumas das muitas histórias inspiradoras de personalidades negras que fizeram a diferença e marcaram o mundo.

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