Seis promessas a favor do meio ambiente para você fazer agora

No Dia Mundial do Meio Ambiente, pense em praticar ações mais amigas da natureza daqui para a frente

Seis promessas a favor do meio ambiente para você fazer agora

Você já deve saber: todo dia 5 de junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. Não? Talvez você não lembre a data, mas com certeza se recorda de que, uma vez por ano, as atenções do mundo são voltadas para a temática da preservação do planeta em que vivemos. E, como a gente defende no Viva a Longevidade, sempre há algo que você pode fazer pelo bem-estar da Terra.

É comum que, neste dia, governos, empresas e a sociedade em geral se mobilizem para demonstrar ações de carinho e cuidado pelo meio ambiente. Mas será que elas conseguem durar mais do que o tempo de uma postagem bonitinha nas redes sociais?

Emma Loewe, editora de sustentabilidade do site mindbodygreen, listou seis compromissos em relação ao meio ambiente que todos nós podemos adotar, daqui por diante, para que a nossa passagem pelo planeta não seja tão danosa.

Não se sinta pressionado(a). Se você puder cumprir todas essas promessas, ótimo. Mas, se não der, tente pelo menos uma. Isso fará a diferença.

“Eu vou produzir menos lixo!”

Provavelmente você passou mais tempo em casa no último ano e meio do que em toda a sua vida. E, portanto, deve ter percebido a enorme quantidade de lixo produzido por aí todos os dias. Sem acesso às lixeiras públicas ou à do seu trabalho, tudo o que precisa ser descartado fica concentrado nos cestos da sua residência.

Como mostra essa matéria da BBC, o consumo de plástico aumentou consideravelmente no Brasil durante a pandemia. Segundo a WWF, foram 13 milhões de toneladas de plástico em 2020, 15% a mais do que no ano anterior. Além disso, entre 2010–2020, diz o Estadão, a produção de resíduos sólidos urbanos (ou seja, o total de lixo seco) cresceu 11%.

Cada brasileiro é, por assim dizer, responsável pela produção de 380 quilos de lixo por ano. Já pensou andar com esse peso todo ao seu lado?

Então, como produzir menos lixo? “Você pode fazer uma ‘auditoria’ do seu lixo. Anote o que vai para a lixeira com mais frequência e procure por alternativas que reduzam a quantidade de lixo gerado”, diz Loewe. “E, para o resíduo orgânico, a opção pode ser procurar alguma iniciativa de compostagem”, conclui.

“Eu vou sujar mais as mãos de terra” 

O interesse pela jardinagem doméstica já vinha crescendo nos últimos anos, mas a pandemia aumentou ainda mais essa vontade de trazer o verde para dentro de casa. Segundo a Revista Globo Rural, nos primeiros meses da pandemia, houve um aumento de 180% nas pesquisas por “kit de jardinagem”.

Além de ser boa para a saúde física e mental, diz a especialista do site mindbodygreen, a jardinagem pode renovar a paixão pela natureza que existe ao redor de onde você mora e os ciclos que ela segue. 

Existe ainda uma outra vantagem apontada por Loewe: quem tem espaço para plantar a sua própria comida consegue reduzir a pegada de carbono da sua dieta. 

Então, como começar? “Plantando algumas ervas e temperos dentro de casa ou no quintal, descobrindo um bom curso de jardinagem na internet ou até mesmo participando de grupos de jardinagem na sua comunidade”, diz Loewe.

“Eu vou comprar mais roupas usadas!”

Muitas coisas mudaram em nossos guarda-roupas no último ano. Além de nos enchermos de calças de ioga, pode ser que você tenha feito uma comprinha de roupas usadas — afinal a vida não tá fácil para ninguém, não é?

Uma plataforma de revenda de roupas, a ThredUp, informou que, ao final de 2020, 1,24 milhão de compradores ativos haviam comprado no site dentro dos últimos 12 meses. Um aumento de 24% em relação a 2019. Aqui no Brasil, o Enjoei, plataforma que vende produtos de segunda mão, tem registrado seguidos aumentos em volume de compras, novos vendedores e compradores.

Esse comportamento, que é melhor para o meio ambiente, já que diminui o descarte e reduz a demanda pela produção de novas roupas, é especialmente popular entre a geração Z (nascidos a partir da segunda metade da década de 1990). Que tal pegar umas dicas com esse pessoal e promover a intergeracionalidade a favor do bolso e do meio ambiente?

“Você pode cumprir esta promessa se informando sobre a tendência do slow fashion (um contraponto às redes de lojas que lançam a todo tempo novas coleções) e comprando ou vendendo roupas usadas e outros artigos online”, diz a editora do mindbodygreen.

“Eu vou usar meios de transporte alternativos!” 

A redução na circulação de pessoas, local e internacionalmente, fez com que as emissões de carbono em todo o mundo reduzissem a quase dois dígitos no início da pandemia. Será que quando voltarmos a ter uma rotina igual (ou próxima) ao que tínhamos antes de 2020 vamos conseguir manter o hábito de poluir menos enquanto nos deslocamos?

Se as distâncias são curtas, por que não usar os próprios pés? Segundo o aplicativo FitBit, que monitora a quantidade de passos de seus clientes, mais pessoas fizeram atividades ao ar livre como corrida e caminhada. Será que essa tendência também poderá ser replicada nos trajetos diários?

Para cumprir essa promessa, é preciso se comprometer a realizar caminhadas (e quem sabe corridas) em vez de usar o carro para tudo. “Assim, você explora um pouco mais da natureza ao seu redor, ajuda o planeta a respirar melhor e ainda contribui para a sua própria saúde”, diz Loewe.

“Eu serei parte de um ambientalismo antirracista!” 

Dois movimentos antirracistas dos Estados Unidos — Black Lives Matter e #StopAsianHate — chamaram a atenção para necessidade de promover o combate ao preconceito racial em todos os locais, incluindo no movimento ambientalista.

Importante lembrar que as populações negras e os povos originários são os mais vulneráveis aos desastres naturais e à degradação ambiental provocada pelo homem.

O que você pode fazer para se comprometer com essa promessa? Informar-se mais sobre o que é racismo ambiental. A gente sugere como ponto de partida essa matéria aqui doEcoa

“Eu vou comprar do pequeno produtor/empreendedor e quero mais transparência!” 

Apoiar o pequeno produtor ou o comércio local — e as pessoas por trás deles — sempre foi importante. Em tempos de pandemia, com as restrições de circulação e horários de atendimento, mais importante ainda.

Somado a isso, a transparência na cadeia de produção dos produtos consumidos tem se tornado uma questão entre os consumidores, particularmente no mercado de comidas e bebidas. Muitas empresas já estão aderindo a essa nova onda, com rótulos mais amigáveis e conteúdos esclarecedores sobre suas cadeias de produção. 

Se você quer cumprir essa promessa, priorize os empreendedores locais e apoie as empresas que não ficam apenas no discurso da sustentabilidade ou futuro melhor.
 

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