Fuja do estresse no trânsito

Ruas com tráfego intenso, motoristas profissionais com longas jornadas de trabalho, vias esburacadas, com sinalização inadequada e pavimentação deficiente são alguns dos fatores capazes de estressar quem dirige todos os dias e deixar as pessoas menos gentis e cordiais no trânsito.

A psicóloga especialista em psicologia do trânsito e conselheira do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP-RJ), Janaina Sant’Anna, diz que atualmente a ausência de congestionamento só existe nos comerciais de venda de veículo.

Para relaxar e escapar do estresse, a dica é sair com folga no relógio, evitando a tensão por perder o horário do compromisso. Preferir músicas menos agitadas e manter o volume mais baixo também pode ajudar, assim como fugir das horas de pico, quando for possível. “Música muito agitada em som alto podem trazer prejuízo à atenção do motorista e influenciar a dinâmica dessa atividade”, afirma.

Quem dirige acompanhado não deve provocar discussões com os passageiros, pois isso causa irritação, comprometendo a direção e, consequentemente, a segurança de todos dentro no veículo e fora dele.

Se os passageiros forem crianças, a psicóloga indica uma conversa para explicar a elas a importância e a seriedade de se dirigir. Quando houver a possibilidade, vale contar com o auxílio de outro adulto para cuidar delas ou ocupá-las com alguma atividade, como livros e jogos.

Situações de perigo e acidentes

Ao enfrentar uma situação de perigo no trânsito - como quando um motorista é fechado por outro -, procurar ficar controlado e não revidar é uma boa solução para não provocar desentendimentos.

E se acontecer um acidente, a psicóloga diz que manter o controle é essencial. “Acionar ajuda imediatamente para os feridos, manter o foco para evitar que outro evento (acidente) ocorra e a discussão são atitudes recomendadas, mas nem sempre isso é possível. O nervosismo, o impacto emocional e as circunstâncias em que se dá o evento podem impedir esse controle”, declara.

Em eventos leves, com danos materiais pequenos e sem gravidade, optar por manter a calma, ao invés de dar lugar para a irritação, pode afastar brigas desnecessárias e com desdobramentos graves. Em episódios mais traumáticos, com ou sem danos físicos, o susto gerado pode ser difícil de ser elaborado pela vítima e vai requerer um acompanhamento psicológico, pois deixa sequelas.

“Os casos mais graves, que envolvem feridos e/ou mortes, são sempre traumáticos e devem receber maior atenção. Também requerem acompanhamento psicológico, pois as sequelas invisíveis, o dano psíquico e o estresse pós-traumático são inevitáveis e muitas vezes impedem a recuperação e a melhor adaptação das vítimas”, diz.

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